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Museu de História Natural de Atibaia: as mil aves e bichos do professor Antônio Pérgola

Dentro do Parque Edmundo Zanoni, um museu nascido da coleção de um biólogo taxidermista reúne cerca de mil animais, a maioria aves, além de ovos, crânios, pedras e peças vindas de cinco países. Veja o que observar e como planejar a visita.

Por · Publicado em · 5 min de leitura

Vitrines com aves taxidermizadas no Museu de História Natural Professor Antônio Pérgola, no Parque Edmundo Zanoni, em Atibaia. Foto: Mike Peel (www.mikepeel.net) / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
Vitrines com aves taxidermizadas no Museu de História Natural Professor Antônio Pérgola, no Parque Edmundo Zanoni, em Atibaia. Foto: Mike Peel (www.mikepeel.net) / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O corredor é estreito, as paredes são quase inteiras de vidro, e atrás do vidro há centenas de olhos parados. Aves de todas as cores e tamanhos pousadas em galhos, uma ao lado da outra. Quem entra no Museu de História Natural Professor Antônio Pérgola, no meio do Parque Edmundo Zanoni, leva alguns segundos para se acostumar com a quantidade de bichos por metro quadrado.

O museu é pequeno e antigo no jeito. E é, antes de tudo, a obra de uma pessoa.

O colecionador

O museu foi criado a partir do acervo reunido pelo professor Antônio Pérgola, conhecido como Toninho Pérgola, biólogo e especialista em taxidermia, a técnica de preparar e conservar animais mortos para exposição. Segundo o guia Cidade e Cultura, em 1989 ele decidiu expor os "tesouros garimpados ao longo de sua vida" com um objetivo claro: conscientização ambiental. A prefeitura confirma a abertura naquele ano.

A Secretaria de Turismo resume bem a origem ao falar num "acervo familiar ímpar". Não se trata de uma coleção montada por uma universidade ou por um órgão público, mas de décadas de trabalho de um único pesquisador, que depois ganhou endereço público dentro de um parque municipal.

O que tem lá dentro

Aves, principalmente

O coração do museu são os animais taxidermizados. As fontes falam em cerca de mil exemplares, e a grande maioria são aves. Segundo o blog A Passarinhóloga, especializado em observação de pássaros, são aves coletadas em várias partes do Brasil desde a década de 1940. Por isso a coleção tem valor histórico, além do educativo: é um retrato de décadas de registros da avifauna brasileira.

O Cidade e Cultura destaca a presença de espécies do Centro-Oeste e do Norte do país, e lembra que há também exemplares vindos de Portugal, Japão, Itália, República Tcheca e Alemanha.

Ovos, crânios e conchas

Para além das vitrines de aves, há uma coleção de ovos que vai de ovinhos minúsculos de pássaros pequenos até os ovos enormes de emas e avestruzes, uma pequena exposição de crânios de aves, esqueletos, conchas e animais marinhos.

Pedras e curiosidades

A Secretaria de Turismo menciona ainda uma coleção de pedras e "outras curiosidades". A prefeitura, na sua carta de serviços, fala em aproximadamente 4 mil peças no total e cita alguns destaques que costumam ficar na memória dos visitantes: um peixe baiacu, a cabeça de um touro reprodutor, animais típicos da região e fetos humanos conservados.

Esse último item merece um aviso para quem vai com crianças pequenas: vale passar antes pela vitrine e decidir se é o caso de mostrar ou não.

Um museu de outro tempo

Quem está acostumado com museus interativos, telas e realidade aumentada vai encontrar aqui outra lógica: vitrines, etiquetas e bichos lado a lado. É o formato clássico dos gabinetes de história natural, e é justamente isso que dá charme ao lugar. A experiência depende muito de olhar com calma e de conversar sobre o que se vê.

A Secretaria de Turismo registra que o museu é muito visitado por estudantes e pesquisadores. Para professores, é uma visita que conversa com aulas de ciências, de biologia e de educação ambiental, e que pode ser emendada com uma caminhada pelo parque para observar as aves vivas, no lago e nas árvores.

Das vitrines para o lago

A visita fica mais rica quando se sai do museu e se continua olhando para os bichos, agora vivos. O Parque Edmundo Zanoni, antigo clube de campo inaugurado nos anos 1930, tem lago, árvores grandes e gramados abertos. A autora do A Passarinhóloga contou 33 espécies de aves numa única visita ao parque, entre garças, biguás e sabiás.

Vale fazer o exercício com as crianças: ver uma ave na vitrine, aprender o nome e tentar achar a mesma espécie lá fora. O parque abriga ainda o Salão do Artesão, e foi por muitos anos a sede da Festa de Flores e Morangos, que desde 2024 acontece no Parque Ecológico, no Bairro dos Pires.

Como visitar

O museu fica dentro do Parque Edmundo Zanoni, na Avenida Horácio Netto, 1030. Os horários divulgados variam conforme a fonte, então o mais seguro é ligar antes para o telefone informado pela prefeitura, (11) 4412-7186. Para escolas e grupos, o contato prévio evita surpresas.

Algumas sugestões:

  • vá sem pressa: o museu é pequeno, mas cada vitrine tem dezenas de peças;
  • vá com um caderno ou celular para anotar nomes de aves e procurar depois;
  • combine com o pedalinho e o playground do parque se estiver com crianças;
  • não toque nas vitrines nem use flash, que podem danificar peças antigas.

Perguntas frequentes

Quem foi Antônio Pérgola?

Biólogo e taxidermista, conhecido como Toninho Pérgola. Foi quem reuniu a coleção e fundou o museu, em 1989.

Quantas peças o museu tem?

Cerca de mil animais taxidermizados, na maioria aves. Somando ovos, pedras, conchas e outras peças, a prefeitura fala em aproximadamente 4 mil itens.

É uma boa visita com crianças?

Sim. A Secretaria de Turismo registra que o museu é muito visitado por estudantes. Só convém saber que há fetos humanos em exposição.

Continue explorando

Depois do museu, quem gosta de bicho pode ver a fauna de verdade na serra, no Parque Estadual do Itapetinga ou na Grota Funda. Para começar a observar aves, procure binóculos e guias de campo na busca do AtiPerto, ou veja o que está anunciado perto de você na página de Atibaia.

Foto de capa: Mike Peel (www.mikepeel.net) / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

Fontes consultadas

Redação AtiPerto · Equipe editorial

Equipe editorial do AtiPerto. Escrevemos guias de compra, venda e vida local em Atibaia e região, com base em pesquisa pública, anúncios do próprio marketplace e fontes citadas em cada texto.

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